[The Phantom of the Opera ou Andrew Lloyd Webber's The Phantom of the Opera]
Creio que Joel Schumacher, o diretor do filme, entrou em uma sinuca de bico quando resolveu filmar a famosíssima peça de teatro de Andrew Lloyd Webber. O fantasma da ópera é um livro, de autoria de Gaston Leroux, assim, a peça já é uma adaptação do livro ao teatro, ou seja, se Schumacher alterasse o texto da peça estaria adaptando o livro e não a peça de Webber ao cinema.
E qual o resultado deste trabalho que já nasceu amarro pela sina de adaptar uma adaptação ao cinema? Puro teatro filmado. Schumacher filmou a peça, sem aproveitar das vantagens que o cinema oferece sobre uma peça ao vivo. E olha que ele engana no começo, quando as imagens se tornam de preto e branco em coloridas no momento em que o lustre é erguido, temos a impressão que estamos diante de um filme grandioso. Ledo engano. O filme é cansativo, com suas falas cantadas, que se funcionam no teatro, tornam-se meio patéticas no cinema. Mas vale pela música maravilhosa de Webber, quando os atores interpretam as canções mais famosas, esquecemos dos deslizes do filme [eu tive de me segurar para não cantar junto].
Creio que Schumacher poderia ter ousado mais e feito algo no mesmo estilo de Chicago, mas do jeito que ficou, só para fãs da peça e/ou da música de Webber.